Passeios em BH

Dia dos Pais em BH: 9 programas com os filhos que cabem num domingo

Publicado pela equipe eKarts · Leitura de 8 minutos

Pai caminhando de mãos dadas com dois filhos por uma alameda arborizada de parque, em manhã de sol

O Dia dos Pais deste ano cai em 9 de agosto, um domingo, e todo domingo tem o mesmo problema aritmético: ele parece enorme na sexta-feira e some depois do almoço. Se a família ainda combina almoço na casa da avó, sobram uma manhã e um fim de tarde para fazer alguma coisa que fique na lembrança. É pouco tempo, e por isso mesmo a escolha pesa.

Os programas abaixo funcionam em Belo Horizonte com criança pequena junto. Para cada um, vai o tempo que ele costuma tomar e a idade em que rende mais. Nem tudo custa dinheiro, e três das ideias nem exigem sair de casa.

Antes da lista: para quem é o programa?

Tem um jeito muito comum de o Dia dos Pais desandar, e ele pode vir por dois lados. Num, o programa é todo pensado para o pai, e a criança passa a manhã num lugar onde precisa ficar quieta, contando os minutos. No outro, é só parquinho: a criança brinca sozinha e o pai passa três horas sentado num banco, olhando o celular. Os dois preenchem o domingo, e nenhum dos dois costuma virar memória.

Uma pergunta ajuda a escolher: nesse programa, nós dois estamos fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo? Andar de bicicleta juntos passa no teste. Cozinhar juntos passa. Ficar olhando a criança brincar não passa, e tudo bem ter um pedaço assim no dia, só não o dia inteiro.

1. Manhã de parque, o programa que quase nunca dá errado

Agosto em BH costuma ter céu azul, ar seco e temperatura confortável até umas 11h. O Parque Municipal, no centro, tem lago com pedalinho, sombra e distâncias curtas, o que ajuda com criança de 3 a 6 anos, que cansa rápido (a perna é curta e tudo fica longe). O Parque das Mangabeiras pede mais fôlego e rende mais com criança maior, dos 7 anos em diante, por causa das trilhas e da vista. A Praça do Papa funciona bem como programa curto de fim de tarde, com pipa, bola e o pôr do sol na serra.

Dois detalhes práticos que salvam o passeio. A maioria dos parques de BH fecha às segundas, então domingo é dia bom, mas confira o horário de abertura antes de sair. E leve mais água do que você acha necessário, porque no ar seco de agosto a criança desidrata sem sentir sede.

2. O circuito da Praça da Liberdade num dia só

Poucos lugares no Brasil concentram tantos museus a pé um do outro. Para criança, os dois que costumam funcionar melhor são os que deixam mexer: o Museu das Minas e do Metal, com experimentos e instalações interativas, e o Espaço do Conhecimento UFMG, com planetário. Antes de ir, confira no site a programação e o horário do domingo, principalmente a sessão do planetário, que costuma ter horário fixo e fila.

Com criança, museu rende mais em uma hora e meia bem aproveitada do que em quatro horas arrastadas. Escolha um, não três. E saia antes de a criança pedir para ir embora: ela guarda a impressão boa e pede para voltar. É o mesmo truque de toda professora que encerra a brincadeira enquanto ela ainda está gostosa.

3. Café da manhã fora de hora, no Mercado Central

Comida como passeio é subestimada. O Mercado Central abre no domingo de manhã e fecha cedo, no começo da tarde, então esse é um programa de acordar e ir. As compras quase não interessam à criança. O que prende a atenção dela são os cheiros, os bichos das barracas de animais, os doces e o barulho. Dá para transformar tudo em brincadeira com uma missão simples: escolher juntos um ingrediente diferente, que ninguém da casa nunca provou, e cozinhar com ele no fim do dia.

4. Feira de domingo na Afonso Pena

A feira de artesanato de domingo é um clássico da cidade e tem uma vantagem específica para o Dia dos Pais: é gratuita, cabe em uma hora e termina com pastel. Funciona melhor cedo, antes das 10h, quando ainda dá para andar sem trombar em gente.

Com criança de 4 a 8 anos, uma ideia boa é dar uma quantia pequena e combinada para ela gastar como quiser, escolhendo sozinha. A de 4 anos costuma decidir pela cor e na primeira barraca. A de 8 já dá a volta na feira, compara e às vezes desiste de tudo para guardar o dinheiro. As duas estão aprendendo alguma coisa, e a decisão dela costuma ser a parte que ela vai contar na escola na segunda-feira.

5. Bicicleta, patinete ou patins em rua fechada

Alguns trechos de avenidas e parques de BH ficam fechados para carros aos domingos, e isso resolve o principal medo de quem quer ensinar a criança a andar de bicicleta na cidade. Se o seu filho está naquela fase de tirar as rodinhas, o Dia dos Pais é uma data simbólica ótima para isso, e a foto que sai dali costuma ficar na parede por anos. Combine antes que cair faz parte, e comemore o primeiro tombo seguido de levantar tanto quanto o primeiro trecho sozinho. E o capacete vai junto: a maioria das quedas de aprendizagem é boba, e a única que não é boba é a que acerta a cabeça.

6. Perto de casa: mirante, praça e uma bola

Nem todo programa precisa de deslocamento. Na região do Buritis e do Estoril, o mirante da Serra do Curral no fim da tarde tem uma das vistas mais bonitas da cidade sem custar nada, e as praças de bairro resolvem a manhã com pouco esforço. Programa perto de casa tem um trunfo escondido: sem trânsito e sem estacionamento, sobra energia para a parte que interessa, e dá para voltar em uma hora se a criança acordou de mau humor.

7. Cozinhar juntos, o programa mais barato da lista

Se o domingo já está tomado pelo almoço em família, cozinhar junto encaixa a criança dentro do compromisso, em vez de deixá-la esperando. Cozinha rende em qualquer idade se a tarefa for do tamanho certo: aos 3 anos, misturar e apertar; aos 6, quebrar ovo e medir; aos 9, ler a receita e comandar uma etapa inteira sozinha. Massa de pizza, brigadeiro, panqueca e pão de queijo perdoam erro, e com criança na cozinha vai ter erro, e farinha no cabelo.

8. A tarde de jogo, com uma regra que muda tudo

Jogo de tabuleiro, baralho ou videogame contam como programa de Dia dos Pais desde que você esteja jogando junto, e não só assistindo. O que costuma transformar a tarde é deixar a criança escolher o jogo e explicar as regras para você, inclusive as que ela inventou. Com uns 5 anos, é bem comum a regra mudar no meio da partida, bem na hora em que ela ia perder. Pode entrar na brincadeira: ela está descobrindo que regra é um combinado entre quem joga.

Inverter os papéis, com ela ensinando e você aprendendo, mexe com uma coisa que criança quase nunca experimenta: a sensação de saber mais que um adulto sobre alguma coisa.

9. A entrevista, para guardar

É a menos óbvia da lista e a que mais volta em forma de lembrança. Grave um vídeo curto, de dois ou três minutos, com a criança respondendo cinco perguntas fixas sobre o pai: qual a comida preferida dele, o que ele faz no trabalho, do que ele mais tem medo, qual a melhor coisa de sair com ele, o que ele sempre fala. As respostas são engraçadas, às vezes desconcertantes. Aos 4 anos, o trabalho do pai costuma ser "ficar no computador"; aos 9, vem uma descrição surpreendentemente certeira. Se você repetir as mesmas cinco perguntas todo ano, dá para ver a criança crescendo nas respostas.

Três detalhes que decidem se o dia flui

Horário. Programa com criança rende de manhã. Depois das 13h, a fome, o sono e a fila entram em cena ao mesmo tempo, e o passeio disputa espaço com o pior humor do dia.

Plano B declarado. Combine antes o que acontece se der errado, e conte isso para a criança. Saber que existe uma segunda opção tira a pressão de o programa principal precisar ser perfeito.

Menos itens, mais tempo em cada um. Dois programas com calma rendem mais que quatro corridos. A pressa transforma um bom domingo numa lista de tarefas cumpridas.

O que fica depois

No meio de tanta opção, dá para respirar. Criança lembra muito pouco de quanto custou o passeio e muito da atenção que recebeu dentro dele. O passeio caro com o pai respondendo mensagem de trabalho rende menos memória que uma hora de bicicleta na praça com ele olhando para ela. A barra é bem mais baixa do que a propaganda de agosto sugere.

E se num domingo desses vocês quiserem experimentar outra coisa, tem a pista de kart elétrico. Lá quem pilota é a criança, e o pai fica do lado de fora, torcendo de pertinho. Aqui na pista a gente vê isso toda semana: o filho desce do kart e os dois saem discutindo qual foi a melhor curva, um que pilotou e o outro que viu tudo da grade.

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