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Festa de aniversário infantil diferente em BH: 6 ideias além do buffet

Publicado pela equipe eKarts · Leitura de 6 minutos

Salão de festa de aniversário infantil decorado na eKarts, em Belo Horizonte

Repare no que a criança conta no carro, na volta de uma festa. Quase nunca fala do bolo ou da decoração. Conta que o amigo caiu na piscina de bolinhas, que quase ganhou a corrida do saco, que o balão estourou bem na hora do parabéns. Criança guarda o que fez muito mais do que o que viu, e por isso as festas que ficam na memória costumam ter uma coisa em comum: todo mundo tem o que fazer junto.

Abaixo vão seis formatos que fogem do salão com buffet de sempre, cada um com o que a gente observa sobre idade, tamanho da turma e o que costuma dar errado. Nenhum ganha dos outros. Depende muito da criança que está fazendo aniversário.

1. Piquenique temático no parque

Toalha no gramado, uma cesta, um tema simples (dinossauros, piratas, fadas) e brincadeiras de antigamente: corrida do saco, ovo na colher, cabo de guerra, estátua. Funciona bem dos 3 aos 10 anos, e é das poucas festas em que primos de idades bem diferentes brincam juntos sem ninguém se sentir deslocado.

Para ninguém se perder de vista, combine um ponto de encontro fácil de achar (a toalha do aniversariante, uma árvore grande) e deixe cada adulto responsável por um grupinho. As brincadeiras rendem muito mais quando alguém conduz: um adulto com apito e voz animada transforma cinco crianças soltas numa turma.

O que costuma dar errado: sol forte ao meio-dia, formiga no bolo e chuva. Marque de manhã cedo ou no fim da tarde, deixe o bolo numa caixa fechada até a hora do parabéns e tenha um plano B coberto já combinado, porque o tempo pode virar.

2. Oficina criativa

Culinária, arte ou ciência: a festa gira em torno de uma coisa que as crianças fazem com as próprias mãos e levam para casa. Pizza que cada um monta, biscoito que cada um decora, tela que cada um pinta. A partir dos 4 anos já dá certo, desde que a tarefa seja do tamanho da criança.

E aí mora o cuidado. Criança de 4 ou 5 anos se concentra por pouco tempo numa atividade dirigida, então divida a oficina em etapas curtas, com uma pausa para correr entre elas. Uma bandejinha com o nome de cada um e o material já separado evita a disputa pela tesoura rosa e ajuda o mais tímido, que sabe exatamente onde é o lugar dele.

O que costuma dar errado: o adulto que, para ficar bonito, termina o trabalho no lugar da criança. O biscoito torto que ela decorou sozinha é o que vai ser mostrado para a avó. E prefira turmas menores, porque com criança demais quem conduz não consegue ajudar todo mundo.

3. Festa do pijama

Cabana de lençol, filme, lanterna, história de terror de mentirinha. É festa para poucos amigos bem próximos e costuma funcionar melhor a partir dos 7 ou 8 anos. Antes disso, é muito comum a criança se animar o dia inteiro e, lá pelas dez da noite, pedir para ligar para casa. Está tudo bem.

Duas combinações evitam sofrimento. Com as famílias: o telefone fica ligado e buscar de madrugada é uma possibilidade normal, sem vergonha nenhuma. Com a criança, antes da festa: ela pode ir embora se quiser. Saber que a porta está aberta costuma ser justamente o que faz ela ficar.

Para os menores existe a versão sem dormir: todo mundo de pijama, cabana, pipoca, um filme curtinho, e os pais buscam no começo da noite. Tem toda a graça e nenhuma madrugada.

O que costuma dar errado: convidar metade da sala e a outra metade ficar sabendo na segunda-feira. Se o convite for para poucos, entregue fora da escola.

4. Cinema no quintal

Projetor ou telão, um lençol branco esticado, almofadas no chão e pipoca em saquinho com o nome de cada criança. É barato, aconchegante e agrada dos 3 aos 11 anos, com um detalhe: o filme é escolhido pensando no convidado mais novo. Filme comprido demais para os pequenos vira uma plateia de crianças correndo na frente da tela.

Uma saída boa é fazer uma sessão de curtas, ou pôr um intervalo no meio do filme para o bolo. E deixe um cantinho com papel e giz de cera para quem cansar de assistir, sem precisar sair do clima de cinema.

O que costuma dar errado: depende de espaço, de tempo firme e de já ter escurecido. Teste o projetor no dia anterior, na mesma hora marcada para a festa.

5. Trampolim ou circuito de aventura coberto

Parques de trampolim, escaladas e circuitos de aventura cobertos atendem a criança que precisa gastar energia, e costumam agradar mais dos 5 anos em diante. Para os menores, procure lugares com uma área separada para a idade deles. Antes de fechar, confira sempre as faixas de idade e as regras de segurança de cada espaço.

O que costuma dar errado: a festa vira cada um por si. Cada criança corre para um brinquedo e o aniversariante passa a tarde sem os amigos por perto. Programe pelo menos um momento de todos juntos, uma brincadeira de roda antes do parabéns, uma foto da turma inteira, para a festa ter cara de festa.

6. Festa com corrida de kart

Aqui a gente fala de casa, então vai do mesmo jeito que as outras. Na festa de kart cada criança pilota o próprio kart, de capacete, e depois a turma se encontra no pódio. Funciona dos 3 aos 11 anos. Os de 3 e 4 anos costumam fazer a primeira volta devagarinho, de olho arregalado, e soltar o sorriso lá pela terceira. Os de 8 a 11 já chegam querendo saber quem fez a volta mais rápida.

A pista comporta até 10 karts de uma vez, então turma maior corre em baterias, e quem espera fica na torcida pelo amigo. Na parte prática, a decoração está inclusa (são mais de 40 temas), a família traz o próprio buffet, sem taxa, e as festas começam em R$ 1.000. Os detalhes estão na página de festas da eKarts.

O que costuma dar errado: a criança que trava na hora de pôr o capacete. Acontece, principalmente com os pequenos, e insistir só piora. Deixe ela assistir a uma bateria do lado de fora, pertinho de você. Muitas pedem para ir na seguinte. Algumas preferem torcer, e a festa continua sendo delas também.

Como escolher a festa ideal

Três perguntas ajudam a decidir: quantos anos têm o aniversariante e os convidados, quantas crianças vêm e quanto a família quer (e consegue) organizar sozinha. Piquenique, oficina e cinema no quintal pedem mais trabalho de quem organiza. Um espaço que já cuida da estrutura pede menos trabalho e mais orçamento.

E tem uma quarta pergunta, que a gente sempre esquece: o que o aniversariante gosta de fazer numa tarde livre? A criança que passa o dia construindo coisas vai amar a oficina. A que não para quieta vai querer trampolim ou pista. A mais caseira talvez prefira três amigos e uma cabana a trinta convidados. Pergunte a ela. Com 5 anos a criança já tem opinião bem firme sobre a própria festa, e costuma acertar.

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