Passeios em BH

Museus em BH para ir com criança: 5 lugares onde ela vai querer ficar

Publicado pela equipe eKarts · Leitura de 7 minutos

Mãe agachada ao lado de uma menina e de um menino pequenos, os três olhando de perto uma vitrine de vidro cheia de cristais roxos e dourados num museu claro

Criança pequena entra em museu com uma pergunta na cabeça, mesmo que não diga em voz alta: "o que eu posso fazer aqui?". Se a resposta for "olhar e não encostar", a visita costuma durar uns quinze minutos, e o resto vai embora no "já acabou?". Se a resposta for "procurar, contar, escolher, correr lá fora depois", a mesma criança fica uma manhã inteira e ainda pede para voltar.

Belo Horizonte tem bons lugares para essa segunda versão. Aqui estão cinco, com o que cada um tem de especial para criança e o que conferir antes de sair. Endereços, horários e preços foram conferidos nas páginas oficiais de cada museu e da Prefeitura de Belo Horizonte em outubro de 2026. Programação muda, então dê uma olhada no site ou no Instagram do lugar no dia.

Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, no Santa Inês

Onde: Rua Gustavo da Silveira, 1.035, Santa Inês.
Quando: terça a sábado, das 8h30 às 16h, com permanência até as 17h. Fecha domingo, segunda e feriados.
Quanto: a visita espontânea, sem agendamento, é gratuita.

Se for para escolher um só para a primeira vez, é este. Ele é meio museu, meio quintal: tem exposições de arqueologia, de botânica e de orquídeas, uma horta de plantas medicinais, um jardim sensorial e três trilhas no meio do verde. E tem um parquinho para crianças de até 12 anos, com área arborizada para piquenique. Para criança de 3 ou 4 anos, que precisa alternar um pouco de atenção com bastante movimento, essa mistura é ouro.

Lá dentro mora também o Presépio do Pipiripau, uma peça de arte popular tombada pelo Iphan em 1984. Antes de prometer o presépio para a criança, confira os horários das apresentações, que já mudaram algumas vezes ao longo dos anos.

Atenção ao calendário: ele não abre aos domingos. É passeio de sábado, ou de dia de semana nas férias.

MM Gerdau, o Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade

Onde: Prédio Rosa, Praça da Liberdade, 680, Funcionários.
Quando: terça a domingo, das 10h às 17h, com última entrada às 16h30. Às quintas, até as 22h.
Quanto: gratuito.

Pedra brilhante é um daqueles assuntos que encantam qualquer idade. A criança de 4 anos quer saber qual é a mais bonita, a de 9 quer saber como ela foi parar debaixo da terra. Um museu inteiro sobre minerais e metais, no estado que tem "Minas" no nome, rende uma conversa boa na volta para casa.

Um jeito simples de fazer a visita render: antes de entrar, combine que cada um vai escolher "a pedra que levaria para casa se pudesse". No fim, todo mundo mostra a sua e explica por quê. A criança passa a olhar as vitrines com um objetivo, e a escolha dela diz muito sobre o que chamou a atenção. Por ser gratuito e aberto aos domingos, ele também serve para aquela visita curtinha, de uma hora, sem culpa nenhuma de ir embora cedo.

Espaço do Conhecimento UFMG e o planetário

Onde: também na Praça da Liberdade, a poucos passos do MM Gerdau.
Quando e quanto: as sessões do planetário têm horário fixo e poucos lugares, em torno de sessenta por sessão. Nos períodos comuns o ingresso é pago, e em datas especiais, como aniversário do museu e Semana das Crianças, costuma haver sessões gratuitas com retirada de senha uma hora antes. Confira a agenda no site do Espaço do Conhecimento antes de ir.

Deitar a cabeça para trás e ver o céu inteiro acima de você é uma experiência que criança não esquece fácil. Para os menores, vale uma preparação em casa: avise que a sala fica escura, que o céu "acende" de repente e que dá para segurar a mão de alguém o tempo todo. Escuro anunciado assusta muito menos do que escuro surpresa. A partir dos 6 ou 7 anos, a sessão costuma virar assunto por dias, e não é raro a criança querer achar no céu de verdade alguma coisa que viu ali.

Como fica na mesma praça, dá para juntar os dois: planetário em uma hora marcada, MM Gerdau antes ou depois, e um intervalo no gramado da praça entre um e outro.

Museu Histórico Abílio Barreto, na Cidade Jardim

Onde: Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim.
Quando: abre de terça a domingo, com horários diferentes ao longo da semana. Confira o do dia na página do museu no portal da Prefeitura.
Quanto: gratuito.

É o museu que conta a história de Belo Horizonte, e o pedaço preferido das crianças fica do lado de fora. No jardim estão expostos, de forma permanente, um bonde elétrico, uma locomotiva a vapor, uma carruagem e um carro de boi. Ver de perto o tamanho de uma roda de locomotiva costuma ser o momento do passeio para quem gosta de coisas que andam.

O casarão de 1883, que foi sede da antiga Fazenda do Leitão, é outro bom gancho. Para criança de 7 anos para cima, uma pergunta abre a conversa: "onde você acha que ficava a nossa casa quando aqui ainda era fazenda?". Ela vai responder alguma coisa engraçada, e é exatamente aí que a história da cidade deixa de ser coisa de livro.

Museu dos Brinquedos, na Afonso Pena

Onde: Av. Afonso Pena, no bairro Funcionários.
Quando e quanto: a programação muda bastante, com oficinas e eventos temáticos ao longo do ano. Antes de ir, confira o horário e o ingresso no site ou no Instagram do museu.

Aberto em 2006 a partir de uma coleção particular, é o único desta lista em que o assunto é a própria infância. E tem um efeito curioso: quem mais se emociona costuma ser o adulto, que reconhece na vitrine o brinquedo que teve. Aproveite isso. Conte para a criança como você brincava com aquele carrinho ou aquela boneca, e pergunte qual brinquedo dela iria para um museu daqui a muitos anos. A resposta costuma ser uma graça.

Para outubro, uma dica que cai bem no calendário: a agenda do museu anuncia o Halloween do MuBrinc no sábado, 24 de outubro, das 9h30 às 12h30, com oficinas e espaço de fantasias, e ingresso pelo Sympla.

Quatro combinados que fazem qualquer museu dar certo

Chegar com uma missão. Achar um bicho, contar as rodas, escolher a pedra preferida, encontrar o brinquedo mais antigo. Missão dá um fio para o passeio e transforma a criança de visitante em detetive.

Uma hora e meia, no máximo. Com criança pequena, museu rende muito mais em pouco tempo bem aproveitado. Saia enquanto ela ainda está gostando, e a lembrança que fica é boa.

Lanche e banheiro antes da exposição. Fome e xixi encerram mais visitas do que qualquer tédio.

Segunda-feira, não. O Museu de História Natural, o MM Gerdau e o Abílio Barreto fecham às segundas. O Museu de História Natural fecha também aos domingos.

Para escolher rápido

Criança de 3 a 5 anos, que precisa de verde e parquinho: Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.
Domingo, de graça, visita curta: MM Gerdau.
Criança curiosa com o céu, de 6 anos para cima: planetário do Espaço do Conhecimento.
Fã de trem, bonde e tudo que tem roda: Museu Histórico Abílio Barreto.
Programa para a família inteira se divertir junto, inclusive os adultos: Museu dos Brinquedos.

No caminho de volta, experimente uma pergunta só: "do que você mais vai lembrar?". Às vezes a resposta é a locomotiva. Às vezes é o pombo da praça, ou o picolé da saída. Tudo bem. Para a criança, o museu também é o dia inteiro que veio junto com ele.

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