O que fazer com crianças em BH quando chove: 5 ideias divertidas
Chuva em Belo Horizonte, criança em casa desde cedo e, lá pelas duas da tarde, alguém já está pendurado no encosto do sofá. Quem tem filho pequeno conhece esse momento. Criança precisa se mexer, e quando o corpo fica parado tempo demais a energia acaba saindo em forma de briga, choro ou pulo na cama.
Abaixo vão cinco saídas para esse tipo de dia: quatro cobertas, fora de casa, e uma para quem prefere não pôr o pé na rua. Em cada uma, o que a gente sabe sobre as idades e os pequenos cuidados que fazem o passeio dar certo.
1. Cinema com sessão infantil
Os shoppings de BH costumam ter sessões de filmes infantis ao longo do dia, e o cinema resolve bem uma tarde de chuva a partir dos 3 ou 4 anos. Para a primeira vez, algumas coisas ajudam muito: contar antes que a sala fica escura e o som é alto, escolher uma sessão dublada e mais cedo, e sentar perto do corredor, porque a vontade de ir ao banheiro sempre chega na melhor parte.
Se a criança se assustar ou cansar no meio, sair também faz parte. Uma primeira vez curta e boa deixa vontade de voltar; uma longa e sofrida, não. Depois do filme, um lanche e uma conversa sobre qual personagem cada um seria rendem quase tanto quanto a sessão.
2. Museus da Praça da Liberdade
Na Praça da Liberdade há vários museus a pé um do outro, e para criança os dois que costumam funcionar melhor são os que deixam mexer: o Museu das Minas e do Metal, com experimentos e instalações interativas, e o Espaço do Conhecimento UFMG, com planetário. Olhe no site a programação e o horário antes de sair, principalmente a sessão do planetário, que costuma ter horário fixo e fila.
Museu dá mais certo com criança quando ela chega com uma missão: achar a pedra mais brilhante, contar quantos planetas aparecem na sessão, escolher o objeto que levaria para casa se pudesse. A missão dá um fio para o passeio e adia bastante o "já acabou?". E museu com criança rende mais em uma hora e meia bem aproveitada do que numa tarde arrastada. Saia antes de ela pedir para ir embora, que assim fica a lembrança boa.
3. Espaços kids e parquinhos cobertos
Vários shoppings da cidade têm áreas de recreação fechadas, com monitores e brinquedos para diferentes idades. Em dia de chuva muita família tem a mesma ideia, então chegar logo que abre costuma ser bem mais tranquilo.
Para os de 3 a 5 anos, brincar livre num lugar assim tem muito valor: eles escolhem o brinquedo, testam, desistem, tentam de novo, sem adulto dirigindo. A hora difícil é a de ir embora. Um aviso antes ajuda muito, e com número concreto: "mais duas descidas no escorregador e a gente vai". Para criança pequena, "daqui a pouco" não quer dizer nada.
4. Pista de kart elétrico indoor
Na eKarts, no Shopping Paragem, a pista de kart é coberta e climatizada, então a chuva fica lá fora. Crianças de 3 a 11 anos vestem macacão e capacete e entram num kart 100% elétrico, silencioso e sem cheiro de gasolina, com monitores acompanhando de perto. No fim tem pódio e medalha.
Uma corrida de 15 minutos custa R$ 49 e já inclui as instruções de segurança e as fotos no pódio à vontade. Veja como funciona na página de corridas.
Dois toques de quem vê criança na pista toda semana. Os de 3 e 4 anos às vezes precisam de uma volta inteira só para entender que são eles que mandam no kart, então não se assuste se a primeira for bem devagar. E criança sai da corrida, com o perdão do trocadilho, elétrica: um programa calmo logo depois, como um lanche sentado, ajuda a aterrissar. O parquinho Paragem Kids fica ao lado, para quem ainda tiver fôlego.
5. Brincadeira em casa
Se a ideia é não sair, a casa tem mais recursos do que parece.
Cabana de lençol. Duas cadeiras, um lençol, uns prendedores de roupa. Deixe a criança construir e fique só segurando a ponta. A cabana torta que ela fez tem muito mais graça do que a perfeita que você montaria.
Caça ao tesouro. Para quem ainda não lê, as pistas viram desenho: a geladeira, a cama, um pé de sapato. Para quem já lê, pistas escritas em forma de charada. O tesouro pode ser qualquer coisa, até o lanche da tarde.
Massinha caseira. Farinha, sal, água e umas gotas de corante alimentício. Fazer a massinha já é metade da brincadeira, e criança de 3 anos adora amassar.
Desenho gigante. Um papel pardo forrando a mesa ou um pedaço do chão muda tudo: dá para desenhar a cidade, uma pista, o mapa do tesouro, deitado em cima do papel.
Um truque de quem já conduziu turma: alterne uma brincadeira agitada com uma calma. Depois da caça ao tesouro, massinha. Depois da massinha, dança na sala. Assim a criança chega ao fim da tarde nem entediada nem acesa demais. E se no fim do dia rolar um desenho animado no sofá, tudo bem também.
Qual escolher?
Olhe para a criança que você tem hoje, não para a lista. Se ela está subindo pelas paredes, precisa de corpo em movimento: parquinho, pista, caça ao tesouro pela casa. Se está chorosa e cansada, cinema ou massinha na mesa da cozinha. E num dia bem cinzento, um programa pequeno e bem feito costuma render mais do que três corridos.
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