Passeios em BH

Parques em BH para ir com criança: 6 passeios ao ar livre, 5 deles de graça

Publicado pela equipe eKarts · Leitura de 9 minutos

Pai caminhando de mãos dadas com dois filhos pequenos por uma alameda arborizada de um parque, com um playground de madeira ao fundo

A primavera de 2026 começa no dia 22 de setembro, às 21h05, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, e vai até 21 de dezembro. Em Belo Horizonte a gente sente isso no corpo: as manhãs param de ser geladas, o verde volta e as crianças começam a pedir para brincar lá fora. De repente dá vontade de passar a tarde de sábado debaixo de uma árvore.

Só que tem um jeito clássico de estragar esse plano: chegar no parque com a criançada animada e dar de cara com o portão fechado. Por isso, aqui vão seis passeios ao ar livre em Belo Horizonte que funcionam bem com criança, com endereço, horário e, principalmente, o que tem lá dentro para elas fazerem. Todos os horários e endereços foram conferidos nas páginas da Prefeitura de Belo Horizonte e da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

Antes de sair de casa: segunda-feira quase tudo fecha

Começamos por aqui porque é o que mais frustra criança e adulto. Os parques municipais de Belo Horizonte funcionam de terça a domingo. Na segunda-feira eles fecham para manutenção. Se o feriado cair numa segunda e a família resolver aproveitar o dia livre, é justamente o dia em que o portão está trancado.

O outro cuidado é o horário de entrada, que quase sempre é mais cedo que o de fechamento. Vários parques param de deixar entrar trinta minutos ou uma hora antes de fechar, então chegar às 16h50 num parque que fecha às 17h costuma dar em nada. Saia de casa com uma hora de folga. Com criança sempre aparece um cadarço desamarrado, um xixi de última hora, uma garrafinha esquecida em cima da pia.

Parque Aggeo Pio Sobrinho, na Mário Werneck

Onde: Av. Prof. Mário Werneck, 2.691, Buritis.
Quando: terça a domingo, das 7h às 18h, com entrada até 17h45.
Quanto: gratuito.

É o segundo maior parque da cidade, com cerca de 612 mil metros quadrados, e mesmo assim continua sendo o menos conhecido desta lista para quem não mora na região Oeste. Tem playground, quadra poliesportiva, pista de caminhada e trilha ecológica, e preserva mata atlântica e cerrado nativos, além de três nascentes que formam o córrego Ponte Queimada.

Para criança pequena, o melhor dele é a combinação de sombra farta com caminho plano perto da entrada. Parece detalhe, mas perninha de 3 ou 4 anos cansa rápido em subida, e caminho plano é o que deixa a criança andar sozinha sem pedir colo depois de vinte minutos. Um aviso para não frustrar ninguém na portaria: não é permitida a entrada de animais de estimação. Se o cachorro costuma ir junto nos passeios, combine em casa antes de sair. Abre às 7h, então é ótimo destino de manhã cedo, quando ainda está fresco.

Parque das Mangabeiras, o clássico

Onde: Av. José do Patrocínio Pontes, 580, bairro Mangabeiras (portaria Sul), ou Rua Caraça, 900, bairro Serra (portaria Caraça).
Quando: terça a domingo, das 8h às 17h, com entrada até 16h30.
Quanto: gratuito.

São 2,5 milhões de metros quadrados na encosta da Serra do Curral, e é o parque com maior variedade de coisas para fazer com criança na cidade. A Ciranda de Brinquedos, com as casinhas de concreto, guarda um pedaço da infância de muita gente que cresceu em BH, e continua ali, junto com dois playgrounds, quadras esportivas e o Parque Esportivo. Tem algo de muito bonito em ver o filho brincando na mesma casinha em que você brincou.

Para caminhar, os roteiros são três: o Roteiro da Mata, o Roteiro do Sol e o Roteiro das Águas. O Mirante da Mata e o Teatro de Arena, com capacidade para 1.200 pessoas, completam o passeio. Duas observações práticas. O parque tem subidas de verdade, então carrinho de bebê exige fôlego, e criança de 4 anos pede pausa para água no meio do caminho. E alguns trechos podem estar temporariamente interditados para revitalização: se o plano do dia for uma área específica, confira antes de sair de casa.

Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no centro

Onde: entradas pela Av. Afonso Pena, 1.377 e 1.055, Av. dos Andradas, 787, Rua da Bahia, 701, e Alameda Ezequiel Dias, 300.
Quando: terça a sábado, das 7h às 21h; domingo, das 7h às 17h. Entrada até trinta minutos antes de fechar.
Quanto: a entrada do parque é gratuita.

É o parque com mais brinquedo por metro quadrado, e fica aberto até as 21h de terça a sábado. Só a parte gratuita já tem bastante coisa: playground, escorregadores, o Castelão e o orquidário para apreciação. Para os menores, que ainda sobem e descem do mesmo escorregador vinte vezes seguidas com a mesma alegria, isso já é uma tarde inteira.

Além disso existe uma área de brinquedos pagos, operada por terceiros, com carrossel, roda gigante, minhocão, rotor, pula-pula, trenzinho, parede de escalada, barcos a remo, pedalinhos, bicicletas e triciclos, e um Espaço Kids com infláveis, jump e piscina de bolinhas. Um detalhe que evita choro: como esses brinquedos são de operação independente, o horário deles pode não bater com o do parque. Criança pequena sofre muito com promessa desfeita. Se o passeio foi anunciado em casa como "vamos no trenzinho", ligue antes, ou combine desde o começo que o trenzinho pode ficar para a próxima.

Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado, na região Norte

Onde: Rua Desembargador Lincoln Prates, 240, bairro Itapoã.
Quando: terça a domingo, das 6h30 às 21h, com entrada até as 20h pela Portaria 2.
Quanto: gratuito.

Com cerca de 313 mil metros quadrados, é o parque de horário mais generoso da cidade: abre às 6h30 e só fecha às 21h. A estrutura é ampla e pensada para ficar o dia todo, com teatro, quadras, campo de futebol, pista de caminhada, playground, biblioteca e sala multimídia.

Para as crianças maiores, o destaque é a pista de skate, que tem modalidades diferentes. Costuma ser ali que os pré-adolescentes ficam por conta própria enquanto os irmãos menores usam o playground, e nessa idade ter um cantinho só seu, um pouco longe dos adultos, faz muito bem. A biblioteca dentro do parque é uma combinação rara e um ótimo refúgio num dia de sol forte demais.

Parque Ecológico da Pampulha, para correr solto

Onde: Av. Otacílio Negrão de Lima, 6.061 (Portaria I, Marco Zero) e 7.111 (Portaria II, Toca da Raposa), Pampulha.
Quando: terça a domingo, das 8h às 17h, com entrada até as 16h.
Quanto: gratuito.

Este é diferente dos outros, e é bom saber antes de ir: são cerca de 418 mil metros quadrados de espaço aberto, com esplanada, bosque com coreto, lago, auditório e uma área de slackline, mas a página oficial não lista playground. Quem vai atrás de escorregador pode se decepcionar. Quem vai atrás de espaço encontra de sobra.

Por isso ele serve muito bem para o que quase nenhum outro permite com folga: empinar pipa, jogar bola, fazer piquenique e simplesmente correr em linha reta sem esbarrar em ninguém. Tem criança que precisa exatamente disso, correr até cansar, e para ela uma bola na mochila resolve a programação inteira.

Jardim Zoológico e Jardim Botânico, quando der para gastar pouco

Quando: o Zoológico funciona de terça a domingo, das 8h às 17h, com entrada até as 16h.
Quanto (valores de 2026): R$ 6,95 de terça a sexta, R$ 8,80 aos sábados e R$ 14,20 aos domingos e feriados. O Aquário da Bacia do Rio São Francisco custa R$ 10,60 em qualquer dia.

É a única opção paga desta lista, e ainda assim é das mais baratas da cidade. Duas informações práticas ajudam no dia. A primeira: o pagamento é em dinheiro, Pix ou cartão de débito, e não são aceitos cartões de crédito. Muita gente descobre isso na fila. A segunda: ir numa terça, quarta ou quinta custa menos da metade do domingo e ainda tem fila bem menor. Para os pequenos, que olham para um bicho de perto com aquela cara de espanto que é uma delícia de ver, uma manhã de dia de semana, com o zoológico mais vazio, é um passeio e tanto.

O que levar na mochila em setembro e outubro

Setembro e outubro em Belo Horizonte têm uma personalidade dupla: manhã seca e ensolarada, tarde que às vezes fecha e cai uma chuva rápida. Não precisa de mala. Quatro itens resolvem quase tudo.

Água, e mais do que você acha que precisa. Vários parques têm bebedouro, mas caminhar até ele com criança cansada é o próprio problema.

Protetor solar e boné. O sol da primavera engana porque a temperatura ainda é agradável.

Um casaco fino ou capa de chuva enrolada no fundo da mochila. A chuva de fim de tarde chega rápido e vai embora rápido.

Uma bola, uma pipa ou um pote de bolha de sabão. Parece dispensável e é justamente o que faz a criança querer ficar mais uma hora. A bolha de sabão, então, encanta do bebê de colo ao irmão de dez anos.

E um lembrete de calçado: trilha e área de terra pedem tênis fechado. Sandália de dedo funciona bem no gramado e mal em qualquer descida.

Um resumo para decidir rápido

Quer sombra e trilha perto do Buritis: Aggeo Pio Sobrinho, 7h às 18h.
Quer o passeio mais completo: Mangabeiras, 8h às 17h, entrada até 16h30.
Quer brinquedo e movimento: Parque Municipal, no centro, até 21h de terça a sábado.
Quer ficar o dia todo e tem pré-adolescente: Lagoa do Nado, 6h30 às 21h.
Quer espaço aberto para correr e empinar pipa: Parque Ecológico da Pampulha, 8h às 17h.
Topa gastar pouco: Zoológico e Jardim Botânico, mais barato em dia de semana.
E, para todos eles: segunda-feira, não.

Para quem mora pelos lados do Buritis, uma coincidência simpática: o Aggeo Pio Sobrinho fica na mesma Avenida Prof. Mário Werneck onde está a eKarts, alguns quarteirões acima. Dá para fazer o parque de manhã, quando está fresco, e deixar a tarde livre para o que a turma inventar. Boa primavera e bons passeios.

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